domingo, 5 de julho de 2009

ESPERANÇA NAS TEMPESTADES DA VIDA

Em uma dessas fatalidades inexplicáveis, um jovem de 19 anos foi internado em um hospital com suspeita de apendicite e, por causa de complicações na saúde, veio a falecer. A mãe, jovem ainda, é recém-convertida e luta para deixar para trás alguns vícios e libertar-se de pressões familiares e religiosas que querem fazê-la desistir de sua caminhada com Cristo.
A morte do filho foi um choque, como era de se esperar. Toda a igreja, as mulheres de modo especial, se revezam e procuram estar perto para a assistência e consolo, impossíveis sem uma perspectiva de fé.
A história é singular, como todas as histórias de mães e filhos, mas acrescida de um cuidado permanente na área da saúde. O filho nasceu prematuro, com um problema congênito nos pés, o que exigiu cuidados e tratamentos cirúrgico e de fisioterapia por muitos anos.
Durante toda a vida ela teve medo de perdê-lo. Qualquer doença do menino era suficiente para desencadear a síndrome do pânico, mal que a acompanhava desde os 15 anos de idade e do qual ela foi curada. De repente, quando ela começa
realmente a andar com Jesus, Deus leva o seu filho. Como entender?
Um dia desses, ao contrário do que muitos pensariam, ela se indagava: “Senhor, por que me queres tanto assim?”, pergunta extraida de uma música evangélica atual, referindo-se a sua compreensão da insistência de Deus em amá-la e buscá-la incessantemente. Fiquei impressionada porque, talvez, muitos de nós, com anos de fé, atribuiríamos todo o mal da perda do filho a Deus e ela, com tão pouco tempo de convertida, foi capaz de perceber a presença divina de amor no seu sofrimento, ainda que inexplicável.
Em um dos cultos, a mensagem foi a respeito de Jesus socorrendo seus discípulos no mar da Galiléia, em meio à tempestade e aos ventos. Entre outras coisas, falou-se dessa presença maravilhosa na terra, no mar, no barco e seguindo com eles até chegar ao destino final. A travessia não havia terminado, mas agora Jesus estava junto e, certamente, levaria com segurança ao lugar pré-determinado.
Na hora do apelo, ela veio à frente, emocionada, colocando mais uma vez sua vida e esperança de consolo nas mãos de Jesus, reafirmando a sua fé. Sua atitude tocou o meu coração e, certamente, o coração de Deus.
Tempestades da vida. Quem pode evitá-las? Entes queridos que se vão, filhos que sofrem ou decepcionam, casamentos que se desfazem, doenças que nos abatem, relacionamentos que estremecem, sonhos que desmoronam e tantas outras circunstâncias que nos causam dores profundas. Como enfrentá-las? Isso só será possível com Jesus conosco, “todos os dias, até a consumação dos séculos” na terra, no mar, no barco acalmando os ventos e nos levando seguros para o outro lado. E é essa esperança que sustenta a nossa vida.

(Publicado em OJB 050709)

4 comentários:

  1. Olá, primeiro que disser que seu blog esta muito legal.
    segundo esta muito linda esta mensagem, mexeu comigo !!!!

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  2. Paz!!!
    Esta palavra mexeu comigo pois pensamos que os ventos que acontece só com agente....pois lendo agora essa historia .Agente ver que Deus esta nos provados pra melhor....obrigado paz

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  3. Essa msg é pra mim, vivo a dor do luto, perdi meu filho de 22 anos, ha 1 ano e 10 meses, estou tão abalada, ainda não me levantei desse choque terrível. Ainda pergunto: Porquê meu Deus?

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    1. Olá querida Waldenires
      Sei que nada há que possa preencher esse vazio no coração deixado por seu filho, mas meu desejo é que, conforme está nesse texto, o Espírito Santo de Deus, nosso consolador além do entendimento, possa ministrar na sua vida, trazendo-lhe esperança e a graça de Deus. Que ele lhe conceda forças para vencer cada dia. Lamentações 3.22,23. Meu abraço, em Cristo Jesus.

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