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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O OLHAR DO PAI (DIA DOS PAIS) - JOGRAL

Autoria: Pra. Zenilda Reggiani Cintra

Hoje é um dia muito especial dedicado aos pais. Pais que marcam a vida dos filhos quando os olham como grandes presentes recebidos de Deus

Há o olhar do pai que se alegra quando sabe que a mulher amada espera um bebê que ele já imagina lindo e a cara do pai ou a princesinha dos seus sonhos.
 Pai cujo olhar se enternece ao ouvir a palavra papai pela primeira vez e com os passinhos vacilantes do filho que caminha ao seu encontro.
Pai de olhar cansado que leva seu pequenino sonolento todos os dias ao colégio, atrapalhado com mochila, lancheira e casaco.
Pai que enche os olhos de lágrimas ao ouvir sua linda criança cantando pela primeira vez em sua homenagem no coralzinho que ele jamais viu igual.
Pai que olha seus pequenos e fala do amor de Deus; que pode orar enquanto o coraçãozinho confiante entrega a sua vida a Jesus e que toca a cabeça dos filhos enquanto dormem, suplicando a bênção de Deus em oração.
Posso também ver a expressão triste do pai que perde seu emprego e teme pelo futuro de seus amados;
Pai que vê o futuro com confiança e  caminha quilômetros ou anda de transporte público para economizar um pouco e ampliar a casa, pequena para a família que cresceu.
Pai com olhar de bondade que busca seus filhos tarde da noite ou que se levanta de madrugada para levá-los ao colégio ou trabalho.
Pai que olha com misericórdia o filho envolvido com vícios e más companhias e que o busca em meio à maldade humana e à violência da terra. Que olha para o Pai do Céu e suplica por transformação e restauração e se alegra ao constatar a volta do filho amado.
Posso também pensar no olhar do pai que se emociona com um beijo, um abraço, um telefonema, um e-mail ou a imagem e voz do filho distante, benefícios da tecnologia.
Pai que olha vitoriosamente para o filho que recebe o seu diploma, que consegue o trabalho dos sonhos ou que constitui sua família, bênção para o justo que pode embalar os filhos dos seus filhos.
No rosto de cada pai, aos poucos, as linhas se definem mais, os cabelos se tornam gradativamente brancos e escassos, o corpo perde as suas forças e a voz às vezes é vacilante.
E em meio a vida que se vai, o olhar brilha, cheio de amor, cada vez que contempla o rosto do filho ou da filha amada - o olhar do meu pai!

sábado, 14 de agosto de 2010

DIA DOS PAIS - NA CASA DO PAI


No sentido horário: Valquiria, Adauto,
Valter, Zenilda e no centro a caçula,
Abigail, meus irmãos amados.
Na casa do meu pai sempre havia um lugar para mim. Quando era criança dividia a cama com minha irmã, mas à medida que eu e meus irmãos, somos cinco ao todo, fomos crescendo, meu pai foi ampliando gradativamente a casa. Foi assim que as meninas passaram a ter o seu quarto e os meninos o deles. E eu a minha própria cama. Cada um tinha o seu lugar, mesmo em uma casa que sempre tinha agregados, e esse era motivo de orgulho e segurança para nós.


Morávamos no Estado de São Paulo e na época em que fui estudar no Rio de Janeiro minhas irmãs queriam tirar a minha cama para ganharem espaço no quarto. Eu podia até entendê-las. No entanto, meu pai não permitiu argumentando que enquanto não me casasse a minha casa seria aquela e eu teria o meu lugar. Passaram-se onze anos até que isso acontecesse e durante todo esse tempo, mesmo mudando duas vezes de casa, meu pai manteve a minha cama e, por conseguinte, o meu lugar na casa.

Quando Jesus afirma em sua Palavra que “na casa do meu Pai há muitas moradas, vou preparar-vos lugar”, posso entender perfeitamente que no céu haverá um lugar preparado para mim. E a razão está no amor, o que havia no coração do meu pai e aquele que há, multiplicadamente, no coração do meu Pai celeste. Mais do que um espaço físico na terra, que não sabemos como será no céu, tinha um lugar de filha, o mesmo que tenho junto a Deus.

Outro fator interessante no meu relacionamento com o meu pai é que ele nunca restringiu minha ação, em qualquer área, por ser mulher. Desde pequena atuava na igreja, assim que tive formação comecei a pregar, a liderar ministérios, e isso era sempre motivo de alegria e orgulho para ele. Todos o consideravam um batista de raízes e conservador e, mesmo assim, ele não via nenhum motivo para restringir minha ação no Reino de Deus por ser mulher.

Penso que isso se devia ao fato de que quando se converteu, na década de 1940, na cidade de Quatá, em São Paulo, pastoreava a igreja da cidade o Pr. André Peticov, que anos mais tarde foi secretário executivo da Convenção Batista do Estado de São Paulo. Sua esposa, Gláucia Curvacho Peticov, era uma mulher atuante, capaz, que ensinou o meu pai a servir a Jesus. Autora de várias peças teatrais, poesias e textos para cultos comemorativos especiais, trabalhou muitos anos nas igrejas e marcou a vida de muitas pessoas, inclusive a do meu pai. Portanto, ele aprendeu desde cedo no seu crescimento cristão, a parceria saudável de homens e mulheres trabalhando juntos para edificação da igreja de Jesus Cristo.

Esse espaço de aceitação e amor, de valorização, foi muito importante para o meu desenvolvimento e maturidade e me fizeram a pessoa que sou hoje. Tínhamos longos debates sobre questões teológicas e eclesiásticas, sentados à mesa e tomando um delicioso café preparado por minha mãe, sempre ativa também, e jamais, em momento algum, fui menosprezada ou desconsiderada por ser mulher.

Tenho profundas saudades de todos os momentos que vivi na casa do meu pai e meu consolo é pensar que um dia estaremos juntos, novamente, na casa do nosso Pai celestial.


(Publicado em OJB 080810)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O OLHAR DO PAI - DIA DOS PAIS


“Como um pai se compadece de seu filho, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem” (Sl. 103.13).


Essas palavras sempre falam ao meu coração porque comparam Deus com um pai que ama os seus filhos. Elas trazem o sentido do amor que não desiste de nós e ao mesmo tempo em que descrevem um atributo de Deus, qualificam aqueles pais verdadeiros, que persistem em amar e abençoar os filhos, não importando as circunstâncias. Em meio a tantas histórias tristes que ouvimos nos dias de hoje, vêm a minha mente vários pais que conheci e que se encaixam no perfil daqueles aos quais Deus se compara.

Vejo o olhar de pais que se alegram quando sabem que a mulher amada espera um bebê, que ele já imagina lindo e a cara do pai ou a princesinha dos sonhos. Vejo olhar de pais que se enternecem ao ouvir a palavra papai pela primeira vez e com os passinhos vacilantes que caminham ao seu encontro.

Recordo-me da expressão alegre de pais que levam seus pequeninos sonolentos pela primeira vez ao colégio, atrapalhados com mochilas, lancheiras, casacos e seus próprios pertences. Pais que enchem os olhos de lágrimas ao ver sua linda criança cantando pela primeira vez em sua homenagem, no coralzinho que ele jamais viu igual. Pais que falam do amor de Deus, que podem orar enquanto o coraçãozinho confiante entrega a sua vida a Jesus, e que tocam a cabeça do filho enquanto dorme, suplicando a bênção de Deus em oração.

Posso também ver expressões tristes de pais que perderam seus empregos e temem pelo futuro de seus amados; pais que choram porque seus pequenos querem o brinquedo que não podem dar. Pais que caminham quilômetros ou andam de transporte público para economizar um pouco e ampliar a casa, pequena para a família que cresceu. Pais que buscam seus filhos tarde da noite ou que se levantam de madrugada para levá-los ao colégio ou trabalho. Vejo também pais que lutam por seus filhos rebeldes, envolvidos com vícios e más companhias e que os buscam em meio à maldade humana e à violência da terra. Que suplicam, clamam, insistem na busca em Deus pela transformação e restauração e se emocionam ao constatar o milagre e a volta do filho aos seus braços e ao amor do Pai que se compadece .

Posso também pensar no olhar de pais que se emocionam com um beijo, um abraço do filho amado, um telefonema, um e-mail ou a imagem e voz do filho distante, benefícios da tecnologia. Pais que olham vitoriosamente para o filho que recebe o seu diploma, que consegue o trabalho dos sonhos ou que constitui sua família, bênção para o justo que pode embalar os filhos dos seus filhos.

No rosto de cada pai, aos poucos, as linhas se definem mais, os cabelos se tornam gradativamente brancos e escassos, o corpo devagar perde as suas forças e a voz às vezes é vacilante. Posso ver pais que se tornam dependentes dos filhos, mas com a fé inabalável no Deus que é pai e também se compadece deles. Mas em meio a vida que se vai, o olhar brilha, cheio de amor, cada vez que contempla o rosto do filho ou da filha amada - o olhar do meu pai!

(Publicado em OJB, 09ago09)