segunda-feira, 11 de junho de 2012

DIA DO PASTOR E DA PASTORA - POEMA

Ao redor do mundo, 
Seguem abençoados,
Os pés que levam a paz
e anunciam o Evangelho
da graça do Pai.

Homens e mulheres,
chamados pelo Senhor,
preparados e moldados.
Parceiros no cuidado,
da igreja e do seu povo.

Homens de Deus,
herois da fé,
Que renunciam os acenos,
E a sedução deste século,
e seguem na visão
do santo ministério.

Mulheres de Deus,
heroinas da fé,
Que lutam contra a esperança,
com os olhos no seu Deus,
Que as chamou desde o ventre,
Para o santo ministério.

Homens e mulheres,
constrangidos por Jesus,
Que superam as barreiras
e edificam a igreja,
Combatendo o bom combate,
Para ver raiar a luz.

Levam a boa semente,
Em ventos contrários
ou aconchegados,
A tempo e fora de tempo,
Pastores e pastoras,
Que lutam sem cessar.

E enquanto eles caminham
O Senhor faz brotar,
Com seu amor e poder
A semente do Evangelho
Capaz de transformar
A vida do que crê.

Que o amor de Deus Pai,
A graça de Cristo Jesus
E o consolo do Espírito,
Sobre pastores e pastoras,
Os guardem para sempre,
Até à eternidade,
Nos braços do Senhor.

(Pra. Zenilda Reggiani Cintra, publicado em OJB 10junho2012)

domingo, 3 de junho de 2012

EU FUI ORAR


Eu fui orar no momento da intercessão no culto da igreja e uma pequena borboleta voou do púlpito na hora em que me aproximei.   Depois ela veio   e  ficou no chão, perto de mim, durante uma parte do culto e então voou.
Achei muito singular para ser apenas uma coincidência e comecei a pensar o que Deus estava querendo me falar.

Deus me falou que a oração nos faz “voar” para o seu trono santo e lá adorá-lo e sondar o seu coração para nos direcionar em como devemos orar; Deus me falou que a oração nos liberta dos nossos sentimentos mesquinhos e limitados e nos faz querer o que o Senhor quer; Deus me falou que a oração gera o arrependimento por nossos erros e pecados e nos faz buscar o perdão em Jesus e sermos livres do domínio do mal.

Deus me falou que quando oramos, ainda que as pessoas queiram prender os nossos pés, ele nos faz andar nas alturas; Deus me falou que orar é deixar livre o nosso ser para que possamos  ouvir a sua voz e receber a sua direção para a vida; Deus me falou que a oração move a sua mão para nos abençoar e renovar os nossos tempos e sonhos.

Deus me falou que orar e exercitar a nossa fé nos faz dar o salto do racional para o sobrenatural e colocar em prática todas as teorias em que somos especialistas; Deus me falou que quando oramos pelas pessoas nos libertamos de mágoas e ressentimentos e exercitamos o amor; Deus  me falou que buscar a sua face é desejar a sua intervenção em nossa história e dar-lhe liberdade para agir.

Deus me falou que quando oramos deixamos o nosso egoísmo e prepotência para trás e nos submetemos humildemente ao seu querer;

Deus me falou que orar significa nos libertarmos de nós mesmos e voarmos em caminhos novos e surpreendentes; Deus me falou que orar é o caminho para experimentarmos o seu amor e a sua graça que renovam as nossas forças e esperança.

E, por fim, Deus me falou que a oração nos liberta das nossas limitações humanas e terrenas e nos leva ao céu, onde ele está, com todo o seu ilimitado poder.
(Pra. Zenilda Reggiani Cintra, publicado em OJB, 27maio2012)

sábado, 5 de maio de 2012

DESCOBRINDO O BRASIL - SEJA LUZ


O auditório estava com as luzes apagadas. Alguns jovens passavam com panos pretos tornando tudo ainda mais escuro, lembrando a nós, seres urbanos cercado de luzes, o que é a escuridão. Depois, alguém pediu que todos acendessem as pequenas lanternas recebidas no início da noite missionária, em Foz do Iguaçu, PR, para exemplificar a importância do testemunho de cada um. Foi algo impactante ver aquelas luzes que, no conjunto, iluminaram todo o ambiente.

A figura das trevas, da escuridão, em uma linguagem bíblica, nos remete às pessoas e povos sem Jesus. Naquela noite, enfatizaram-se testemunhos de missionários, no Brasil e fora dele, relatando como a Luz tem raiado em diversos lugares e grupos marginalizados. O grande coral da Cristolândia, de ex-dependentes químicos, emocionou a todos cantando, repetidamente, “somos livres”.

Quando o Brasil foi descoberto, em 22 de abril de 1500, o que significou se tornar colônia de Portugal, fomos impedidos como país, por mais de três séculos, de que a luz do evangelho fosse propagada. Hoje o cenário é bem diferente, pois temos caminhos, todas as condições e muita liberdade para falar de Jesus.

Acho maravilhoso, uma obra do Espírito Santo, é a sede que temos, como batistas, de descobrir o Brasil, não o histórico, mas o atual, com todas as suas características e a sua necessidade de salvação. Queremos conhecer os grupos sociais, as etnias e os povos não alcançados, mas não por curiosidade e, sim, para ver raiar entre eles a luz de Cristo.

Hoje começam os 100 dias em que Missões Nacionais propõe às igrejas batistas para que oremos pelo país. Significativo, também, por ser esta a data comemorativa do descobrimento. Que nestes dias, nossos olhos sejam desvendados para descobrirmos pessoas com seus corações preparados para receber a luz de Cristo, não somente ao nosso redor, mas também na área de influência das nossas igrejas, e por todo o Brasil, e nossa ação decidida e corajosa faça com que elas sejam transportadas do império das trevas para Reino de Cristo Jesus.
(Zenilda Reggiani Cintra, publicada em OJB 22abril2012)

terça-feira, 17 de abril de 2012

MÃES CRISTÃS - SINTONIA DE MÃE

Mãe é uma palavra doce. Tão doce que quando na boca de um filho, tenha ele a idade que tiver, parece remeter sempre ao tempo de criança, de pudins e gelatinas, de canções de ninar, parques de diversão, leitura das histórias lindas da Bíblia e das oraçõezinhas tão elementares quanto verdadeiras, que mencionam o pai, a mãe, a escola, os bichos de estimação e todos os elementos do mundo significativo infantil.

Como é bom dizer a palavra mãe! Mãe é um tesouro que se revela ao longo da vida e quanto mais amadurecemos mais descobrimos os detalhes dessa riqueza que é a mãe. Quanto mais enfrentamos os desafios próprios de ter filhos, valorizamos ainda mais o que nos foi legado por esta pessoa singular na vida de todos nós.

Mãe parece que “adivinha” se o filho está bem, ainda que esteja longe. Morei longe de casa desde os meus 19 anos e todas as vezes que vivia um grande problema, lá estava minha mãe no telefone ou pessoalmente, intuindo minha grande necessidade de conversar, desabafar, chorar ou simplesmente ser consolada pela sua presença.

Não é de hoje que a ciência tenta explicar essa ligação da mãe com o filho. Recentemente, foram divulgados resultados de pesquisa que procura desvendar como uma mãe é capaz de saber que o seu bebê está chorando. Segundo os pesquisadores, as mães silenciam todo o resto para ouvir o choro dos seus bebês. Elas desenvolvem um ouvido aguçado pela redução da atividade nas áreas cerebrais não direcionadas especificamente para o choro dos filhos. E explicam: “É como se fosse um refletor iluminando um cantor em um palco. Se todas as luzes estiverem acesas o artista não aparece tanto. Mas se todo o resto estiver escuro, o refletor destacará o artista muito bem” (Folha Ciência, 150609).

A Palavra de Deus registra essa sintonia da mãe para com o seu filho: “Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre?” (Isaías 49.15). Esse “compadecer” é a tradução para a palavra hebraica que significa “o amor que não desiste de nós”. Como é bom ter o amor de uma pessoa assim em nossa vida! Um amor que não desiste jamais de nos acompanhar, de orar, de orientar e nos manter no centro de suas preocupações e afeto. Deus se compara à mãe, mas revela-se ainda maior que o amor materno quando termina com a promessa de que “ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti”. Este é o grande consolo para todos nós, mas especialmente para aqueles que nunca tiveram o afeto de mãe ou que já o perderam.

A Bíblia usa mais uma vez a figura da mãe e do seu bebê. Compara o bebê alimentado com a fé que nos faz descansar nos braços de Deus: “Decerto fiz calar e sossegar a minha alma. Qual criança desmamada para com sua mãe, tal é minha alma para comigo. Espera Israel no Senhor desde agora e para sempre” (Salmo 131.2,3). Talvez Deus faça essa comparação porque ele sabe que a maioria de nós tem guardado nas impressões mais remotas das nossas emoções essa sintonia tão estreita, a mesma que ele deseja ter conosco. Existe uma comparação mais linda para o amor de mãe?
(Zenilda Reggiani Cintra - Publicada em OJB - 090510)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

PÁSCOA - COM ELE ATÉ O FIM

Elas estavam lá: “E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena” (João 19.25). No momento decisivo da história da redenção, Deus permitiu que as mulheres tivessem a sua participação registrada para sempre, mais uma vez tornando real o seu amor inclusivo.


Por que elas ficaram com Jesus até o fim, talvez com o risco das suas próprias vidas? Certamente, um dos motivos era o sentimento de amor e de cuidado. Duas das mulheres eram parentes suas, sua mãe e sua tia, e a presença delas significava amparo e consolo naquela hora tão difícil para Jesus.


Um outro motivo, possivelmente, era que as mulheres queriam ver com os próprios olhos algo aparentemente inacreditável. Elas deviam estar perplexas diante da realidade. O pensamento dos discípulos, grupo do qual faziam parte, era que o Messias seria vitorioso, restauraria a glória dos tempos do rei Davi, e agora, contrariando tudo o que esperavam, viam o Cristo ser morto em uma cruz.


Além do mais, elas tinham visto os milagres de Jesus, experimentado o seu poder, contemplado sua bondade, testemunhado a transformação da vida de muitas pessoas e a gratidão e devoção dos seus corações não permitiam que estivessem longe na hora do sofrimento.


E porque elas permaneceram com Jesus até o fim quando muitos já tinham perdido a esperança e estavam cheios de medo, tiveram o privilégio, ainda que doloroso, de serem testemunhas do cumprimento das profecias: o sofrimento de Jesus, seu abandono por muitos, sua crucificação, as roupas repartidas, os dois criminosos ao seu lado, seu clamor na cruz, sua morte e a escuridão que se fez e tantos outros detalhes que fizeram parte do sacrifício do Senhor Jesus em nosso lugar, para perdão dos pecados de cada uma delas e de cada um de nós.


Mas elas também estavam presentes na ressurreição: “Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem embalsamá-lo. E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol, foram ao túmulo” (Marcos 16.1,2).


Por que estavam lá? Porque queriam cuidar de Jesus até o fim, demonstrar o amor por ele e de alguma maneira queriam estar perto, ainda que pensassem que o corpo dele estava sem vida.


E porque elas continuaram com o Salvador até o fim, quando muitos estavam escondidos e temerosos, puderam ver a pedra removida, o anjo vestido de branco, e Maria Madalena viu o próprio Jesus, o Raboni, e com ele falou face a face, recebendo o comissionamento para o testemunho.


Certamente, a razão maior das mulheres terem permanecido ao lado de Jesus, em sua morte e ressurreição pode ser compreendida nas palavras do apóstolo Pedro quando disse: “Senhor, para onde iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus” (João 6.68.69).


Da mesma maneira que as mulheres no passado, pessoas em todos os lugares e em todos os tempos do cristianismo também têm permanecido ao lado de Jesus andando com ele, sofrendo por ele, morrendo todos os dias por amor a ele, ressuscitando para uma nova vida e sendo testemunhas de que ele continua vivo e cheio de poder. E com ele permaneceremos, até o fim, porque para onde iremos nós se não para Jesus?
Zenilda Reggiani Cintra.

(Publicado em O Jornal Batista, 04abril2010)